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Origens · Outubro de 1863 · 6 min de leitura

As origens: do harpastum romano ao código de Cambridge

Muito antes da Premier League, povos antigos já chutavam bolas de couro, bexigas de boi e esferas feitas de tecido enrolado.

As origens: do harpastum romano ao código de Cambridge

Antes de existir um juiz, um cartão amarelo ou um VAR, já existia o ato simples e quase instintivo de chutar algo redondo. Na China do século III a.C., o cuju era praticado por soldados da dinastia Han como treinamento militar. No Japão, o kemari era uma dança ritual em que os participantes mantinham a bola no ar sem deixá-la cair, num gesto de cortesia e elegância.

Os gregos jogavam o episkyros e os romanos o harpastum, esportes violentos disputados em campos retangulares, em que duas equipes lutavam por uma bola de couro recheada com plumas, areia ou crina. Quando Roma invadiu as Ilhas Britânicas, esses jogos foram absorvidos pelos povos locais — e ali nasceu uma tradição que cruzaria séculos.

Na Idade Média, vilas inteiras se enfrentavam em partidas que duravam dias, com regras improvisadas, muito sangue e poucos sobreviventes ilesos. Os reis chegaram a proibir o jogo, com medo de que os homens deixassem o tiro com arco — essencial às guerras — pelo prazer de correr atrás de uma bola.

Foi só em 26 de outubro de 1863, numa taverna chamada Freemasons' Tavern, em Londres, que onze clubes ingleses se reuniram para escrever um código comum. Nascia a Football Association, e com ela o futebol que conhecemos hoje: sem usar as mãos, sem agarrar o adversário, com regras escritas em folhas amareladas que mudariam o planeta.

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